terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pára-quedas



Quero correr, brincar, pular, voar livre, e exalar os sintomas da vida.
Não posso deixar os valores medíocres suicidarem minha mente, por isso após o longo dia fecho os meus olhos e jogo fora toda a carniça que teima em se acumular, pois para mim ela não deve ter a mesma relevância que para abutres e vermes.
Com o tempo vou tentando buscar a compreensão na incompreensão, desvendar os mitos e admirar o que se esconde numa tal ilusão...
Estou quebrando as correntes, mas sem muito barulho, pois a pressa é a inimiga do que se pode chegar perto da perfeição.
Não quero tornar o simples em complexo, pois o simples, de tão óbvio chega a embaçar nossa visão e assim, só deixa o complexo em evidência.
O ponto final pode não se aproximar, mas por hoje estou satisfeito, pois gargalhei com amigos, joguei conversa fora, conheci outro bairro, percebi o que mais pregou peças, quando descobri que a vida pode ter pára-quedas.


ps. esta é uma repostagem deste texto, que foi escrito por volta do ano de 2004 e foi publicado no primeiro blog A Margem Oposta

5 comentários:

Zenilda Lua disse...

Gostei Poeta
é sempre bom exalar os sintomas da vida.
abraço'Z

Yphurita disse...

Se desprender, se jogar... A sempre a dúvida do "e se o para-quedas não abrir?"

wallace Puosso disse...

...sem tornar o simples em complexo, o que foi aquilo da gente se encontrar pelos corredores do Museu da Língua Portuguesa sob o olha silencioso de Pessoa? Abraçao, bom saber que vc está bem. Se cuida.

Thais Lopes disse...

Muito interessante seu texto...

Lemos e refletimos sobre as ações vividas...

Feliz Ano Novo!!!!

Abços

Anônimo disse...

Visão prazeroza neste espaço, assuntos assim dignificam a quem visitar nesta página !!!
Dá mais do teu web site, a todos os teus amigos.