terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Fração de Eu


Eu, prestes a completar minha vigésima terceira volta ao redor do Sol (obs. já completei), habitante de um planeta dito civilizado, observo as distâncias até onde os olhos alcançam...

Ciência, política, arte, religião, meios utilizados para explicação (dar sentido às grandes questões):
...O quê?!! Pra quê?!! ...

Observo... Observo... Observo...

Meios e fins... (vozes que perseguem audiência):
- Trabalhe, compre sua casa e seja feliz!!
- Cuidado, se não seguir as regras será tachado de louco (poderá até ser morto...).

Morto... e quem garante que pra outro planeta eu não esteja morto? ...
A morte é um fato difícil de assimilar para os vivos, como será para os mortos? Creio que eles preferem seu novo lar...

Me lembro de momentos na infância em que viajava na velocidade da luz (ou até superior?) pelo universo, e isto eram só lembranças de antes de nascer...

Nascer...
surgir do encontro de potências opostas, e assim brotar uma renovada consciência, válida de acordo com seu prazo de utilidade às necessidades terrestres.

Potências opostas...
são opostas pelo simples fato de Ser, gerando potência, difundindo-se em efeito cascata e dando origem inclusive a este momento, em que o grau de importância é relativo devido à sua completa inexplicabilidade, cuja existência vai além dos conceitos de realidade.

Eu...
me pergunto por quê?
Eu?

5 comentários:

Guilherme Bandeira disse...

Bem profundo...rs...

Desejo um Natal bem maneiro e um 2009 mais ainda!

www.olhaquemaneiro.com.br

Ariane disse...

EU OBSERVO os MEIOS E os FINS e às vezes me descubro MORTO para as coisas que antes senti, mas ME LEMBRO DE MOMENTOS em que teimo em NASCER para ser tudo que nasci para ser: POTÊNCIAS OPOSTAS, que brigam equilibradas no tênue fio que sou EU. Ou seria EU?

Beijos! Feliz Natal!

Bruna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruna disse...

O que é civilizar?
Não seria se adequar ao que
o poder exerce controle,
mantendo uma unicidade, vários
seres alienados agindo dentro
de uma forminha...?

As regras...ah, as regras!
Novamente um meio de tentar manter
um controle, já que é fato que o
desconhecido é um inimigo assustador para os que controlam!

A morte...será que ainda é vivo
aquele que segue rigorosamente as regras sem ao menos fazer questionamentos? O ser (que talvez não seja Ser) que infelizmente é moldado na forminha do social...seria ele uma vida ou uma mera existência sem um sujeito?!

Muito bacana o texto, suscita boas reflexões!

Sobre seu comentário...está passando pelo mesmo?
É engraçado que muitas vezes qd escrevo, parece que só eu me sinto assim, é interessante saber que há mais pessoas assim, embora não sejam sentimentos muito bons. Mas...pra surgir uma nova ordem dentro de nós mesmos, tem de haver um certo caos, portanto...força aí tmb, do caos virá a ordem!

E boas festas de final de ano.
Beijos

Giovan disse...

Passei pra conhecer teu blog...achei muit bom o texto...muito bacana cara...aguardo novas postagens, abraço